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Japão:
09/07/2008 - 09h35 - Atualizado em 09/07/2008 - 10h07
Brasil e Japão acertam maior cooperação no setor de biocombustíveis
Cooperação se dará na produção de etanol a partir da celulose.
Brasil é o segundo produtor mundial de etanol à base da cana-de-açúcar.
Da France Presse
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, acertaram nesta quarta-feira (9) aumentar sua cooperação econômica para a produção de biocombustíveis em uma reunião realizada à margem da cúpula do G8 em Toyako, norte do Japão.
"O primeiro-ministro disse que os dois países cooperarão mais na área de desenvolvimento do etanol proveniente da celulose", afirmou um funcionário do ministério das Relações Exteriores japonês que estava presente na reunião.
"Foi uma resposta ao presidente Lula, que disse que os biocombustíveis são uma área potencial onde o Japão e o Brasil podem desenvolver uma boa cooperação econômica", acrescentou.
O Brasil é o segundo produtor mundial de etanol à base da cana-de-açúcar, atrás dos Estados Unidos, e Lula promoveu ativamente seu uso em sua participação como convidado da cúpula do G8.
Os biocombustíveis podem servir para lutar contra o aquecimento global ao reduzir as emissões de gases de efeito estufa gerados por combustíveis fósseis, mas vários especialistas advertem que sua produção pode elevar o preços dos alimentos, argumento que o Brasil nega taxativamente.
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Suíça:
24.01.2008
De olho no aquecimento global
Reportagem: Sônia Bridi (Davos, Suíça)
O dia em Davos começou com o encontro mais pop do fórum. O cantor Bono Vox e o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, debateram erradicação da pobreza e aquecimento global. Gente do bem que fala da urgência em problemas que afetam a todos.
No primeiro dia do Fórum Econômico Mundial, que reúne este ano mais de mil das maiores companhias mundiais, economistas acusaram o Fed, a Banco Central americano, de ter fracassado em detectar a crise nos Estados Unidos.
A secretária de estado americana, Condoleezza Rice, se empenhou em afastar o temor da recessão e afirmou que o pacote anunciado pelo presidente George Bush na semana passada vai fortalecer os Estados Unidos. Ela pediu um voto de confiança.
Outro destaque nas discussões: até que ponto os países emergentes, como China e Índia, terão capacidade para resistir ao possível esfriamento da economia americana. O megainvestidor George Soros, um especialista em faturar bilhões nos momentos de crise financeira internacional, disse que os bancos centrais perderam o controle sobre o mundo financeiro e que o mundo precisa de um novo xerife, não do consenso de Washington.
Depois do primeiro dia de reunião, uma coisa já está clara: ao contrário de anos anteriores - a política internacional e as celebridades não vão dominar a cena.
O problema é que na visão do mundo dos negócios, para tirar milhões de pessoas da pobreza, como fez a China, é preciso um crescimento econômico rápido. Isso provoca o aumento na emissão de gases, que provocam, por sua vez, o efeito-estufa. Por outro lado, sem crescimento econômico, não há financiamento para o desenvolvimento de energia limpa.
Mas a grande preocupação, hoje, em Davos, não é o modo de crescimento. Mas saber se o mundo vai crescer esse ano diante da crise americana.
| Atualizado às: 02 de fevereiro, 2007 - 08h43 GMT (06h43 Brasília) |
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'Ambientalista cético': Combater aquecimento não compensa
Daniel Gallas
De São Paulo
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| Para críticos, custo de reduzir emissões é alto demais |
Em 2001, quando o painel da ONU que estuda mudanças climáticas (IPCC, na sigla em inglês) lançou seu terceiro relatório, um livro publicado por um cientista dinamarquês causou polêmica ao dizer que a questão do aquecimento global estava sendo exagerada.
Em O ambientalista cético, Bjorn Lomborg argumenta que iniciativas como o Protocolo de Kyoto e esforços de redução das emissões de carbono podem até ser eficientes para combater o aquecimento global, mas que eles trariam poucos benefícios a alto custo.
Segundo ele, outras prioridades – como combate à aids e redução da pobreza – poderiam ter um efeito mais desejado no bem-estar geral e até no meio ambiente.
Seis anos depois, depois de muita polêmica e até um processo na Dinamarca, o movimento dos “ambientalistas céticos” cresceu, recebendo adesões de vencedores do prêmios Nobel.
Em 2004, Lomborg formou o Consenso de Copenhagen – grupo que propõe priorizar outras questões econômicas acima do combate ao meio ambiente.
Neste ano, enquanto escreve a continuação de O ambientalista cético, Lomborg pretende trazer suas idéias para a América Latina, para formar a Consulta de São José, na Costa Rica, uma versão regionalizada do Consenso de Copenhagen.
Lomborg conversou por telefone com a BBC Brasil sobre aquecimento global.
BBC Brasil - Em seu livro, publicado há alguns anos, você diz que o problema do aquecimento global estava sendo exagerado no debate global. Isso ainda é verdade hoje?
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 É muito alarmista. Pega apenas as piores previsões possíveis e conta histórias de aterrorizar.

Bjorn Lomborg, sobre o filme 'Uma verdade inconveniente', do democrata Al Gore
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Lomborg - Mudança climática não é o único problema no mundo. O que podemos fazer contra mudanças climáticas trará benefícios relativamente baixos a custos relativamente altos.
Estou perguntando: essa é a forma correta de ajudar o mundo? Minha resposta é, em grande medida, não. Mudança climática é algo que precisamos consertar, mas é um problema de longo prazo, e certamente não é o problema mais importante do mundo.
BBC Brasil - Em 2004, o Consenso de Copenhagen classificou os problemas econômicos do mundo em diferentes categorias. Mudanças globais foram classificadas como prioridade “muito baixa”. Isso ainda é verdade?
Lomborg - Sim. O principal a ser dito sobre isso é que o painel da ONU sobre mudanças climáticas vai repetir as avaliações passadas, apenas com mais certezas.
O que nós (do Consenso de Copenhagen) estamos dizendo é que mesmo que todos, incluindo os Estados Unidos, assinassem o Protocolo de Kyoto, isso mudaria virtualmente nada daqui a cem anos. Isso adiaria o aquecimento global em cerca de cinco anos.
E o custo disso seria de US$ 180 bilhão por ano. Isso não é muito bom. É um preço muito alto. É isso que o Consenso tem tentado mostrar: que com todo esse dinheiro é possível fazer o bem em outras partes do mundo.
BBC Brasil - Nos Estados Unidos, o consenso geral tem sido oposto. As preocupações ambientais estão se espalhando por diversas correntes. O democrata Al Gore lançou um filme e um livro sobre preocupações com o meio ambiente e até mesmo o presidente americano citou as mudanças climáticas em seu discurso no Congresso. Eles estão todos errados?
Lomborg - O problema é ter muitas pessoas se preocupando demais apenas com um assunto. Se você se preocupa demais com um assunto, você deixa de se ocupar com outros problemas.
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 Mudanças climáticas não são o único problema no mundo. O que podemos fazer contra mudanças climáticas trará benefícios relativamente baixos a custos relativamente altos.

Bjorn Lomborg, autor de 'O ambientalista cético'
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Estou feliz que muitas pessoas nos Estados Unidos se preocupam tanto com o resto do mundo. Só fico um pouco triste de ver que eles se preocupam com o mundo de uma forma tão particular que estão determinados a fazer pouco bem a um custo muito alto. Eles poderiam fazer muito mais, com baixos custos.
BBC Brasil - Qual é sua opinião sobre o filme e o livro de Al Gore, 'Uma verdade inconveniente'?
Lomborg - É muito alarmista. Pega apenas as piores previsões possíveis e conta histórias de aterrorizar. Só leva as pessoas a imaginarem que esse é um problema muito mais grave do que ele realmente é.
BBC Brasil - Na sua avaliação, então, as Nações Unidas deveriam abandonar o esforço de coordenar medidas globais de combate às mudanças climáticas?
Lomborg - Não. É bom que tenhamos o IPCC. Pesquisa não custa muito dinheiro. Mas deveríamos estar mais preocupados em fazer com que as Metas do Milênio sejam concretizadas, em vez de se ocupar com emissões de carbono. Isso trará muito mais benefícios com custo muito menor.
BBC Brasil - As prioridades de hoje ainda são o combate ao HIV e a liberalização do comércio?
Lomborg - Pretendemos continuar discutindo essas questões e revisar o Consenso de Copenhagen a cada quatro anos. Vamos refazer o Consenso no ano que vem, em 2008, onde atualizaremos todas essas prioridades. Vamos discutir: há novas informações? Há alterações, tanto em mudanças climáticas.
Também haverá uma reunião do grupo em São José (Costa Rica), chamado Consulta de São José, em conjunto com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em outubro deste ano. Teremos especialistas da América Latina discutindo quais são os principais problemas na região. Esses especialistas vão analisar: “o que podemos fazer na América Latina com recursos limitados?”.
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Meio Ambiente
Pantanal 'pode desaparecer até 2050', diz ONG alemã. |
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Em números
Gráficos trazem evolução das mudanças climáticas.
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Relatório Britânico sugere que Aquecimento Global varrerá Economias do Planeta -
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